Esclareça sete dúvidas sobre o glaucoma

1. O que é glaucoma?

O glaucoma é caracterizado por uma lesão no nervo óptico provocada principalmente pelo aumento da pressão intraocular. O nervo óptico é o responsável por levar as imagens captadas pela retina ao cérebro. Por isso, a condição compromete a visão de forma progressiva e irreversível – e pode, em alguns casos, causar cegueira. A Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) estima de 1,5 milhões de pessoas no Brasil tenham a doença.

2. Quais são os sintomas da doença?

A fase inicial do glaucoma é assintomática, então, quando os sintomas da doença começam a aparecer, ela já está em um estágio mais avançado. Esses sinais estão relacionados à diminuição do campo visual, especificamente à perda da visão periférica. “A pessoa passa a tropeçar em pequenos degraus com mais frequência ou a esbarrar nas paredes e objetivos quando está andando pela casa, por exemplo. Nessa fase, o paciente enxerga bem no centro, mas perde a noção do espaço em sua volta”, diz o oftalmologista Francisco de Lima, presidente da SBG.

3. Existem formas de prevenir o glaucoma?

Como o início do glaucoma é assintomático, é importante passar por consultas médicas periodicamente para que o oftalmologista avalie a pressão intraocular e faça um exame de fundo de olho. “Depois dos 40 anos, as pessoas devem consultar o oftalmologista uma vez ao ano, mesmo não se queixando de problemas de visão”, diz Francisco de Lima. “Infelizmente, cerca de 80% dos pacientes brasileiros com glaucoma já chegam ao consultório com sintomas, ou seja, na fase mais avançada da doença.” De acordo com o médico, não fumar e levar um estilo de vida saudável também ajudam a diminuir o risco de glaucoma.

4. Quais são os fatores de risco da doença?

O principal fator de risco para o glaucoma é a pressão elevada dos olhos não tratada. Além disso, ter mais de 40 anos, ser negro e sofrer de diabetes aumentam as chances da doença. O fator hereditário também contribui com esse risco. “Cerca de 30% dos pacientes com glaucoma têm alguém na família com a doença”, diz Francisco de Lima, da SBG.

5. Existe cura para o glaucoma?

O glaucoma não tem cura. Os tratamentos disponíveis atualmente não são capazes de reverter o comprometimento da visão provocado pela doença, mas sim de barrar que ela evolua mais ainda.

6. Quais são os principais tratamentos?

Segundo Francisco de Lima, da SBG, o tratamento contra o glaucoma tem como objetivo principal diminuir a pressão intraocular. Isso pode ser feito com o uso contínuo de colírio ou, caso ele não seja eficaz, aplicação de laser. Esse procedimento é indolor, exige anestesia tópica e geralmente é feito em uma ou duas sessões que duram apenas alguns minutos cada. Em casos mais avançados, recomenda-se a cirurgia. Como o glaucoma não tem cura, os efeitos da cirurgia ou do laser podem diminuir com o tempo e o paciente pode precisar ser submetido a outra intervenção.

7. Todas as pessoas que têm glaucoma perdem a visão?

O glaucoma é a segunda maior causa de cegueira no mundo, segundo a OMS. Porém, a doença nem sempre leva à perda completa da visão, já que em muitos casos os tratamentos são capazes de barrar a progressão da doença antes de ela chegar nesse estágio. Segundo a Glaucoma Research Foundation, a cegueira pode ser evitada em 90% dos casos da doença caso ela seja diagnosticada precocemente. De acordo com a SBG, 8 milhões dos casos de cegueira no mundo se devem ao glaucoma.

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